

O vereador Jovan Temeljkovitch está cobrando esclarecimentos por parte da Energisa em relação às constantes quedas e interrupções no fornecimento de energia elétrica nas regiões do Abobral e do Passo do Lontra, na zona rural de Corumbá.
Ontem, segunda-feira, 27, por meio de um requerimento em regime de urgência, o vereador disse serem necessários esclarecimentos precisos, técnicos e administrativos em relação a esses constantes problemas que tem causado prejuízos às comunidades das duas regiões.
Por isso mesmo ele pediu a apresentação, em caráter de urgência, de relatório técnico com as causas das constantes quedas de nas duas localidades; de um cronograma de manutenção corretiva imediata, com datas e prazos de execução, bem como cronograma de manutenções preventivas programadas para os próximos 12 meses, além de explicar quais foram as medidas adotadas para melhorar o tempo de resposta às solicitações de manutenção e restabelecimento do serviço nas referidas localidades.
Jovan pediu ainda que sejam encaminhadas cópias desse requerimento à Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (AGEMS), para ciência e eventual fiscalização; à Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), para conhecimento e acompanhamento das medidas corretivas adotadas pela concessionária; e ao Ministério Público Estadual, Promotoria de Justiça de Corumbá/MS, em razão do interesse coletivo e dos danos relatados pelos moradores.
“A prestação do serviço público de energia elétrica é atividade essencial, conforme legislação federal, sendo indispensável à manutenção da ordem pública, da saúde e da segurança das comunidades atendidas”, lembrou.
“Ocorre que, conforme relatos constantes de moradores das regiões do Abobral e do Passo do Lontra, o fornecimento de energia elétrica tem apresentado interrupções frequentes e prolongadas, muitas vezes sem prévio aviso e sem atendimento efetivo por parte da concessionária, mesmo após reiteradas ligações e protocolos de reclamação junto ao serviço de atendimento da empresa”, comentou.
Afirmou ainda que as falhas têm causado diversos prejuízos materiais e sociais, especialmente aos pequenos produtores rurais, ribeirinhos e moradores locais, que enfrentam a perda de alimentos, medicamentos, insumos e mantimentos em razão da falta de energia elétrica, com demora excessiva no restabelecimento do serviço, chegando a durar dias, o que caracteriza descumprimento das obrigações contratuais e regulatórias impostas à concessionária.