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Caos total
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O caos que se instalou em Corumbá desde o início da semana passada, em relação aos serviços de telefonia móvel e internet, principalmente, foi amplamente debatido na noite de ontem, segunda-feira, 4 de novembro, na Câmara Municipal de Vereadores, com todos cobrando providências urgentes para solução dos problemas registrados, e melhorias no sistema para que algo semelhante não volte a acontecer.
Os vereadores lembraram que o problema ocorrido não é novo. Já se tornou corriqueiro principalmente em períodos de queimadas intensas no Pantanal. Dessa vez, porém, a situação foi mais grave: além de deixar a região sem internet, afetou também o sistema elétrico o que provou interrupções no fornecimento de energia, prejudicando o abastecimento de água à população.
“É uma situação que já se tornou corriqueira e que precisa acabar. Dessa vez foi mais grave e causou prejuízos à população, à cidade”, lamentou o vereador Manoel Rodrigues, durante uso da palavra. Ele citou que manteve contato com o senador Nelsinho Trad e a conversa girou em torno da retomada do processo no Congresso Nacional, sobre internet via satélite.
“Será a alternativa mais viável. Isso evitaria novos transtornos como o que estamos vivendo, devido às queimadas. Ficamos sem internet durante toda a semana, ainda não foi totalmente restabelecido o sinal, e isso resultou em enormes prejuízos. Por isso mesmo precisamos unir forças e reforçar junto aos nossos parlamentares para que tenhamos uma internet, telefonia móvel e fixa, de melhor qualidade”, ressaltou, lembrando que fazendas da região de Dourados já são atendidas pelo sistema.
Estrutura da Embratel
O vereador Yussef Salla, durante a sessão, sugeriu que as empresas que atuam no sistema de telefonia móvel, fixa e de internet, se unam e, por meio de convênio, utilizem a estrutura da Embratel em Corumbá. “O prédio está fechado e possui uma estrutura enorme. As empresas poderiam formar um consórcio, utilizar os equipamentos instalados lá, aprimorando o que for necessário, e disponibilizar internet via satélite em nossa região”, reforçou.
O vereador, inclusive, na sessão de ontem apresentou um Projeto de Lei no sentido de que seja instituído na cidade, desconto de 01/30 avos sobre o valor da tarifa de franquia mensal dos serviços de telefonia e internet, por dia de interrupção de fornecimento, como forma de salvaguardar o consumidor de cobranças referentes a serviços não prestados pelas empresas responsáveis pelo sistema.
Além disso, ele requereu o envio de expediente ao prefeito Marcelo Iunes e à direção da Operadora OI, solicitando informações em relação ao plano de contingência para os próximos anos, para que Corumbá não fique sem sinal de internet e telefonia móvel.
Mobilização
O caos da telefonia e de internet na cidade foi comentado também pelo vereador João Mário. Na sessão, ele pregou uma mobilização geral das autoridades, para buscar junto ao Ministério das Comunicações, uma solução para “o grande problema envolvendo os serviços que são oferecidos à população corumbaense. Aqui, o sistema depende de apenas uma linha de fibra ótica, o que além de insuficiente, é instável devido às intempéries na região”.
Por isso mesmo João Mário sugeriu mobilização por parte dos senadores de Mato Grosso do Sul, Nelsinho Trad, Simone Tebet e Soraya Thronicke; dos deputados federais Beto Pereira, Bia Cavassa, Dagoberto Nogueira, Luiz Ovando, Fábio Trad, Rose Modesto, Loester Trutis e Vander Loubet, com cópia ao prefeito Marcelo Iunes, e ao presidente da Associação dos Provedores de Internet de MS, Dário Burda Júnior.
“Não podemos nos acomodar com as respostas oferecidas pelas operadoras de telecomunicações que atendem a nossa região. É preciso ter respeito e consideração ao povo corumbaense, e resolver de forma definitiva as questões da telefonia na cidade”, acentuou.
“Já está mais que na hora de Corumbá receber um tratamento digno no que diz respeito às prestações de serviços essenciais para o desenvolvimento da população, por parte das operadoras”, continuou. “Corumbá não irá aceitar calada a mais uma questão envolvendo os órgãos prestadores de serviço. Precisamos unir forças para resolver essa situação”, completou.
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