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Corumbá 248 anos
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Está em tramitação na Câmara Municipal, um projeto de lei de autoria da vereadora Hanna Ellen Santana que institui, no Calendário Oficial do Município, a Semana do Orgulho Corumbaense, destinada à valorização da história, da cultura, da memória, do patrimônio e da identidade local.
A proposta foi apresentada em agosto e destacada neste final de semana pela parlamentar, às vésperas do aniversário de Corumbá que celebra na segunda-feira, 21 de setembro, 248 anos de fundação.
O projeto prevê que a Semana seja realizada anualmente no período que compreenda o aniversário da cidade, reunindo ações educativas e culturais destinadas à valorização da história, da memória coletiva, do patrimônio material e imaterial e da identidade corumbaense, como forma de reconhecer as pessoas que mantêm viva a cultura local.
A iniciativa contempla artistas, artesãos, escritores, músicos, pintores, historiadores, pesquisadores, produtores, mestres da cultura e demais trabalhadores que contribuem para preservar e transmitir os saberes e as expressões culturais de Corumbá.
“Comemorar o aniversário de Corumbá também significa reconhecer as pessoas que construíram e continuam construindo a nossa identidade. São artistas, artesãos, músicos, escritores, mestres da cultura e tantos outros trabalhadores que preservam nossas tradições, contam nossa história e levam o nome da cidade para além das nossas fronteiras”, destaca Hanna.
O projeto parte do entendimento de que a história de Corumbá não está presente apenas nos prédios e monumentos. Ela também vive nas famílias, nos bairros, nos conhecimentos populares, nas manifestações religiosas, na música, na dança, na culinária, no artesanato e nas memórias transmitidas entre as gerações.
Em sua justificativa, a vereadora ressalta a diversidade que compõe a identidade corumbaense, formada por influências indígenas, afro-brasileiras, pantaneiras, fronteiriças, ribeirinhas, rurais e urbanas, além das contribuições de imigrantes e comunidades tradicionais.
Para Hanna, preservar essa identidade também exige apresentar às crianças e aos jovens as pessoas que deixaram sua contribuição para a história, a literatura e as artes de Corumbá.
“Uma criança corumbaense precisa crescer sabendo quem foi Izulina Xavier e porque suas esculturas se tornaram parte da paisagem e da memória da nossa cidade. Precisa conhecer escritores corumbaenses; os trabalhos da Marlene Mourão, por exemplo, além de tantos outros personagens da nossa história que contribuíram com a educação e com o social, como o Padre Pascoal e Padre Ernesto, sem contar inúmeros professores que também formaram nossa identidade”, lembra.
Prosseguiu afirmando que “esses nomes não podem ficar restritos aos livros ou às homenagens pontuais. Eles precisam estar presentes nas escolas e na programação cultural, porque uma cidade que apresenta seus personagens às futuras gerações protege a própria identidade”.
Entre as atividades que poderão ser realizadas durante a semana estão palestras, exposições históricas, fotográficas e artísticas, feiras, oficinas, apresentações culturais, encontros com agentes culturais e visitas a prédios, monumentos e espaços de relevância histórica.
As ações possuem caráter facultativo e poderão ser desenvolvidas por instituições públicas e privadas, escolas, universidades, organizações da sociedade civil, grupos culturais e demais interessados, respeitando o planejamento e a autonomia de cada participante.
Educação patrimonial e cuidado com a cidade 
Outro eixo importante do projeto é a educação patrimonial. A proposta chama a atenção para os casos de furtos, pichações, vandalismo e danos a monumentos, prédios históricos e outros bens de valor cultural. Segundo Hanna, preservar o patrimônio depende não apenas de fiscalização e manutenção, mas também de conhecimento e conscientização.
“Quando conhecemos a história de uma praça, de um prédio, de um monumento ou de uma tradição, passamos a compreender o seu valor. O conhecimento desperta pertencimento, e o pertencimento também ensina a cuidar. Preservar Corumbá é uma responsabilidade que precisa ser compartilhada por todos nós”, ressalta.
A participação das instituições de ensino poderá aproximar crianças e adolescentes da história do município por meio de projetos pedagógicos, pesquisas, visitas educativas e atividades voltadas à memória local. A intenção é contribuir para que as novas gerações conheçam as referências culturais da cidade e ajudem a preservá-las.
Cultura, turismo e geração de oportunidades
A iniciativa também relaciona a valorização cultural ao fortalecimento do turismo e da economia criativa. Em uma cidade reconhecida pelo patrimônio histórico, pela diversidade cultural e por sua localização no Pantanal, os agentes culturais exercem papel fundamental na recepção dos visitantes e na divulgação da identidade local.
A valorização do artesanato, da produção artística, da gastronomia, das tradições e das histórias de Corumbá pode ampliar oportunidades de trabalho e renda para famílias que vivem direta ou indiretamente dessas atividades.
“Valorizar a cultura também é fortalecer o turismo, movimentar a economia e criar oportunidades. Quem visita Corumbá não procura apenas nossas paisagens, mas também nossas histórias, nossa arte, nossa gastronomia e o jeito acolhedor do nosso povo. Precisamos reconhecer e apoiar quem transforma toda essa riqueza em experiências que representam a nossa cidade”, observa Hanna.
A Semana poderá ser integrada às programações culturais, educativas e comemorativas já realizadas no mês de setembro, evitando a criação de um calendário paralelo e fortalecendo as atividades relacionadas ao aniversário do município.
Para a vereadora, a proposta pretende fazer do aniversário da cidade um momento não apenas de celebração, mas também de reflexão sobre a memória, as raízes e o futuro de Corumbá.
“Sentir orgulho de Corumbá é conhecer sua história, respeitar sua diversidade, cuidar do seu patrimônio e valorizar sua gente. Queremos que essa Semana seja um convite para que cada corumbaense reconheça sua participação na construção da cidade e ajude a preservar esse legado para as próximas gerações”, conclui Hanna Santana.
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