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Situação preocupante
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O restabelecimento integral e contínuo do abastecimento de água em Corumbá é o que está cobrando a vereadora Hanna Ellen Santana, visando atender a comunidade pantaneira que, desde o dia 12, vem enfrentando problemas com falta de água e baixa pressão em razão do acúmulo de baceiros no sistema de captação de água bruta do Rio Paraguai.
O assunto foi bastante debatido na noite desta segunda-feira, 17, na Câmara Municipal e a vereadora, por meio de requerimento em regime de urgência especial, recorreu à presidência da Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul), com cópia à gerência local da concessionária, bem como à Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (Agems), cobrando providências imediatas para restabelecer e assegurar o abastecimento de água na cidade.
No documento solicitou disponibilização imediata de caminhões-pipa com água potável, enquanto persistir a interrupção ou baixa pressão; pediu cópia ou síntese do plano de emergência e contingência do sistema de abastecimento de água de Corumbá, com a identificação das medidas previstas especificamente para ocorrências envolvendo vegetação aquática.
Solicitou ainda esclarecimento sobre a viabilidade técnica e o estágio dos estudos para instalação de telas, grades, barreiras flutuantes, sistemas de desvio, captação redundante ou outras soluções destinadas a impedir que baceiros alcancem e obstruam os equipamentos de sucção.
Pediu informações sobre quais obras e investimentos previstos para Corumbá contemplam medidas específicas de prevenção ao acúmulo de baceiros, indicando o cronograma e o estágio de execução; esclarecimento sobre eventual revisão, abatimento ou compensação das faturas das unidades consumidoras afetadas por interrupções ou intermitências que tenham excedido os limites regulatórios.
Afirmou que se trata de um problema recorrente provocado por um fenômeno já conhecido na região, conforme registros anteriores de interrupções provocadas por baceiros e cobranças legislativas pela implantação de telas ou outros dispositivos de proteção.
Além disso, existe uma portaria da Agems (232/2022), determinando que o prestador disponha de plano de emergência e contingência, mantenha constantemente as áreas de captação superficial, assegure fornecimento contínuo e, em situações de restrição, priorize os serviços essenciais e os consumidores residenciais, sem contar que a legislação federal estabelece os deveres de regularidade, continuidade, eficiência, segurança e qualidade na prestação dos serviços públicos essenciais.
MAIS DE 80 REGISTROS
Conforme Hanna, levantamento realizado em publicações locais identificou, nos últimos dois anos, ao menos 83 avisos ou registros de falta de água, baixa pressão ou risco de interrupção em Corumbá. “Embora nem todos representem desabastecimentos efetivamente consumados, a frequência das comunicações demonstra vulnerabilidades recorrentes e justifica a apresentação de um diagnóstico oficial pela concessionária”, argumentou.
“A Sanesul também anunciou investimentos expressivos para modernização da rede, redução de perdas e melhoria da captação em Corumbá. É necessário, portanto, esclarecer o estágio dessas obras e se elas incluem soluções específicas para prevenir novas ocorrências de falta de abastecimento”, continuou.
Hanna lembrou ainda que, segundo balanço publicado no Diário Oficial do Estado, a empresa encerrou 2025 com lucro líquido de aproximadamente R$ 48,4 milhões e receita operacional líquida de aproximadamente R$ 893 milhões.
“Dessa maneira, enquanto o abastecimento não for integralmente restabelecido, é indispensável que a concessionária reduza os impactos sobre a população mediante o fornecimento de água potável por caminhões-pipa, com prioridade para as famílias em situação de maior vulnerabilidade, bem como adote ações para mitigar ou compensar os transtornos já causados”, concluiu destacando que a água é essencial para a saúde, alimentação, higiene e dignidade humana.
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